Revista bilíngue difunde obra de escritores de diversos países

 

 

Lançada em formato digital, a revista Portal Literário quer se constituir numa ponte que, tendo a tradução como material constitutivo, põe em diálogo escritores de várias partes do mundo, e tem como objetivo principal difundir a produção literária de escritores lusófonos e francófonos. Idealizada pelo professor doutor Humberto Luiz Oliveira, pesquisador vinculado ao Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), a revista, bilíngue, quer contribuir para a difusão da literatura como ferramenta para o conhecimento de si mesmo, do outro e do mundo.

Neste primeiro número o Portal literário conta com narrativas (contos e novelas) de autores de vários espaços lusófonos  ( Adna Couto, Assis Freitas Filho, Humberto de Oliveira, Júlio César Martins Monteiro, Luciano Penelu e Victor Mascarenhas) e francófonos (Claire Varin, Patrick Imbert e Zakaria Lingane (Quebec) e  Sèverine Arnaud (França) cujos textos versam, diretamente ou indiretamente, sobre a errância, o exílio, a reconfiguração identitária.

Segundo Humberto Oliveira, “a tradução para o português de textos de escritores ainda desconhecidos do público lusófono se reveste de importância indiscutível, assim como a tradução para o francês de textos literários de escritores baianos e nordestinos e daqueles que estão fora dos chamados grandes centros, tem o inegável mérito de dar visibilidade a uma produção que ficaria restrita ainda a um público especializado e local”.

A primeira edição da revista pode ser acessada através do endereço eletrônico http://www.portalrevistaliteraria.com.br.

 

Festival de Sanfoneiros e Caminhada do Folclore

 

Situação orçamentária faz Uefs cancelar eventos culturais

Dois eventos culturais do calendário da Universidade Estadual de Feira de Santana, o Festival de Sanfoneiros e a Caminhada do Folclore, não serão realizados esse ano. O motivo é a atual situação orçamentária da Instituição, que enfrenta dificuldades financeiras para o exercício de 2015. Outros dois importantes eventos foram mantidos: o Bando Anunciador e o Aberto.

De acordo com Rosa Eugênia Vilas Boas, diretora do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), unidade responsável pela execução dos eventos, a realização do Festival e da Caminhada demandaria um custo estimado de R$ 171 mil, valor que a Administração Central da Uefs não tem como disponibilizar nesse momento, já que teve seu orçamento reduzido em R$ 1,8 milhão em relação ao ano de 2014. Em comparação ao exercício de 2013, a redução é ainda maior: cerca de R$ 6 milhões.

Tradicionalmente realizado no mês de maio, o Festival de Sanfoneiros, que esse ano estaria em sua 8ª edição, chegou a mobilizar um público de mais de 1.500 pessoas em 2014. As últimas edições do evento registraram a presença de sanfoneiros de diversos estados, que disputaram premiações em dinheiro em duas categorias: até oito baixos e acima de oito baixos. E já contou também com a participação de músicos renomados, como Targino Godim, Celo Costa e Carlos Capinan, no corpo de jurados, e de Xangai, que encerrou o Festival do ano passado.

Realizada há 15 anos ininterruptamente, a Caminhada do Folclore, por sua vez, chegou a ter a participação de mais de 100 grupos folclóricos de Feira de Santana e de mais dez municípios circunvizinhos, tendo se tornado um importante espaço para as mais diversas manifestações da cultura de raiz.

Oficinas

Segundo a professora Rosa Eugênia, nem o apoio de alguns parceiros, que anualmente colaboram para a realização dos eventos, seria suficiente para cobrir os custos. “Foi uma decisão difícil. Lamentamos muito, mas seria irresponsabilidade manter os eventos. Não tivemos verbas sequer para empreender a logística que o Festival e a Caminhada demandam nos meses que antecedem a realização dos mesmos, a exemplo das viagens para a divulgação da abertura de inscrições em outros municípios”, ressaltou, lembrando que os eventos não poderiam ser redimensionados sem um estudo prévio.

Sobre a continuidade no próximo ano, Rosa Eugênia salientou que ainda não há uma perspectiva, mas que a Instituição, reconhecendo a importância dos eventos para a cidade, espera ter condições de voltar a realizá-los em 2016. “Nosso esforço será em prol da continuidade, ainda que, futuramente, precisemos adequá-los à realidade orçamentária. Para esse ano, vamos manter dois outros eventos importantes do calendário municipal: o Bando Anunciador, que desfila pelas ruas da cidade em 19 de julho, e o Aberto, a ser realizado no dia 18 de setembro”, informou.

Conforme o professor Aldo José Morais Silva, assessor do Cuca, a Instituição também está realizando ajustes nos custos de manutenção das 89 oficinas e cursos básicos nas áreas de artes visuais, música, teatro, dança e atividades corporais. “O objetivo é tentar mantê-los em funcionamento sem nenhum prejuízo para comunidade feirense, principal público-alvo dessas atividades. A oferta desses cursos tem grande relevância, já que se trata de um projeto de inclusão social, que visa o acesso à arte e à cultura por parte de pessoas que normalmente não têm essa oportunidade”, destacou.

Na opinião da vice-reitora da Uefs, professora Norma Lúcia Almeida, essa medida, ainda que temporária, “representa um duro golpe para a cultura popular regional, diminuindo a visibilidade de grupos tradicionais e interditando a apresentação de jovens sanfoneiros”. Aponta, também, conforme salienta, “para um encolhimento do importante papel da Uefs na fomentação de atividades culturais”.

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Observação: Simplesmente lamentável!.

O grande dia – Reinauguração do Museu Regional

 

1 A CUCA PRÉDIO FACHADA

É hoje!

 A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), através do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), reinaugura, o Museu Regional de Arte de Feira de Santana (MRA). O coquetel comemorativo, que está marcado para começar às 20 horas, contará com uma vasta programação cultural. Além de um recital de música clássica, a ser executado pelo Grupo de Câmara do Cuca, serão realizadas diversas performances e intervenções artísticas.

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Cesar Romero

Ontem, sexta-feira (8), a diretoria do Cuca convidou a imprensa a conhecer as novas instalações do prédio, que passou por um minucioso processo de restauração, sob a supervisão do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), órgão responsável pela salvaguarda de bens culturais tangíveis e intangíveis e pela política pública estadual voltada ao patrimônio cultural. Na ocasião foi servido um café da manhã.

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Raimundo de Oliveira

Primeira instituição museológica do município, o Museu Regional de Arte foi fundado em 26 de março de 1967, pelo embaixador Assis Chateaubriand, magnata das comunicações no Brasil, que idealizou a Campanha Nacional dos Museus Regionais, com o objetivo de dotar as diferentes regiões do Brasil com expressivos acervos de arte. Por iniciativa de Chateaubriand, o Museu Regional de Arte de Feira de Santana tem hoje uma das mais importantes coleções de arte do mundo.

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Carlo Barbosa

Inicialmente instalado no prédio onde hoje funciona o Museu de Arte Contemporânea (MAC), o Museu Regional de Arte foi incorporado ao Cuca em 1995, passando a funcionar no imponente prédio de estilo eclético que, no passado, abrigou a Escola Normal de Feira de Santana. Localizada na Rua Conselheiro Franco, antiga Rua Direita, a atual sede do Museu Regional permaneceu fechada por dois anos, período em que não apenas a sua estrutura física foi restaurada, mas também o seu imponente acervo, que passou por um meticuloso processo de limpeza e conservação, realizado pelo Studio Argolo Antiguidades e Restaurações, de Salvador, sob o comando do renomado restaurador José Dirson Argolo.

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Gil Mário

Acervo histórico

Com a reabertura do Museu Regional, o público terá a oportunidade de voltar a contemplar o valioso conjunto de obras assinadas por Di Cavalcanti e Vicente do Rego Monteiro, precursores do Movimento Modernista Brasileiro. A Coleção Inglesa, composta por 30 telas confeccionadas a óleo nas décadas de 50 e 60, pertencentes a consagrados artistas modernos ingleses, como Antony Donaldson, Alan Davie, Bary Burman, Bryan Organ, David Leverret, Derek Hirst, Derek Snow, Joe Tilson, John Kiki e John Piper, será um dos destaques da exposição de reinauguração, assim como a Coleção de Arte Naïf e a Coleção Nipo-Brasileira, que têm grande importância no cenário das artes plásticas mundial.

Juraci Dórea

Juraci Dórea

De acordo com Selma Oliveira, diretora do Cuca, também comporão a mostra obras pertencentes a importantes artistas estrangeiros naturalizados brasileiros, como Manabu Mabe, Carybé, Hansen Bahia e Reinaldo Eckenberger, e telas de artistas feirenses e outros artistas baianos que alcançaram projeção internacional, a exemplo de Raimundo de Oliveira, Carlo Barbosa, Juraci Dórea, César Romero, Gil Mário, Mario Cravo, Calasans Neto, Carlos Bastos, Jenner Augusto, Juarez Paraíso e Sante Scaldaferri. “A ideia é montar a exposição através de um recorte do acervo histórico. Vamos comemorar 48 anos de atuação institucional e contribuição para o imaginário cultural feirense”, salientou.

Com informações de Ísis Moraes – Ascom/Uefs

Mário Cravo

Mário Cravo

Calasans Neto

Calasans Neto

Hansen Bahia

Hansen Bahia

Vicente do Rego

Vicente do Rego

Carybé

Carybé

Di Cavalcante

Di Cavalcante

A. Reynoldes

A. Reynoldes

 

UEFS Editora lança novos livros na próxima quinta-feira

 

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A UEFS Editora lança, na próxima quinta-feira (14), a partir das 16h, oito novos títulos de diversas áreas do conhecimento. A solenidade de lançamento, aberta ao público, será realizada no hall do prédio da Reitoria da Universidade Estadual de Feira de Santana.

As obras focalizam a etnografia do candomblé, a história do protestantismo brasileiro, as artes sacras católicas, a antropoentomofagia, a ecologia humana, a herpetologia, a historiografia da cultura, da sociedade e da política e a competividade territorial no polo de desenvolvimento de Petrolina, em Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia.

Julio Braga, em “Candomblé: a cidade das mulheres e dos homens”, mostra porque, no universo das religiões afrobaianas, a presença masculina, como a do babalaô Martiniano Eliseu do Bomfim, é tão relevante quanto a feminina, a exemplo das ialorixás Mãe Aninha e Mãe Menininha do Gantois. O ponto de partida da obra é o estudo “A cidade das mulheres”, da etnóloga norte-americana Ruth Landes, publicado em 1947.

“Fiel é a Palavra: leituras históricas dos evangélicos protestantes no Brasil”, organizado por Elizete da Silva, Lyndon de Araújo Santos e Vasni Almeida, está em sua 2ª edição e recupera a memória de anglicanos, luteranos, presbiterianos, congregacionais, batistas e metodistas no país, do século XIX até a atualidade.

Em “Imagens de roca: uma coleção singular da Ordem Terceira do Carmo de Cachoeira”, Selma Soares de Oliveira estuda a importância das imagens sacras que se destinam a procissões e são vestidas com trajes de tecido. Em sua pesquisa nos acervos católicos da Bahia, a autora encontrou nessa igreja histórica de Cachoeira, no Recôncavo, a coleção de peças que mais lhe chamou a atenção.

“Antropoentomofagia: insetos na alimentação humana”, 2ª edição, é organizado por Eraldo Medeiros Costa Neto e reúne textos de diversos pesquisadores. Os trabalhos ressaltam o fato de que os insetos são o grupo mais rico e diverso do reino animal, porém ainda muito pouco estudado do ponto de vista da etnoecologia e da cozinha entomofágica.

“Os anfíbios e répteis da Reserva Madeira, Estado de Alagoas, Nordeste do Brasil”, organizado por Geraldo Jorge Barbosa de Moura, Eliana Maria de Souza Nogueira e Eraldo Medeiros Costa Neto, reúne trabalhos de pesquisadores de várias universidades nordestinas. O livro se destina a herpetólogos e ao público interessado em conhecer mais sobre a fauna de anfíbios e répteis dos remanescentes de Mata Atlântica brasileira.

“Ecologia Humana: uma visão global”, organizado por Ronaldo Gomes Alvim, Ajibola Isau Badiru e Juracy Marques, é uma coletânea de artigos sobre o surgimento e a abrangência dessa nova ciência, que, como área de formação e pesquisa em sua perspectiva pluridisciplinar, estuda as complexas relações entre o ser humano e seu entorno.

“Cultura, sociedade e política: ideias, métodos e fontes na investigação histórica”, organizado por Elizete da Silva e Erivaldo Fagundes Neves, é uma antologia de ensaios que abordam a produção contemporânea em ciências humanas do ponto de vista historiográfico. Os trabalhos tematizam história e política, história e literatura, história e religião e metodologias da pesquisa em história agrária e história regional.

“Competividade territorial e federalismo na Região Integrada de Desenvolvimento Econômico (RIDE) Petrolina-Juazeiro”, de Reinaldo Santos Andrade, é um estudo analítico e interpretativo do espaço geográfico, no sentido de território usado, e sua relação com o capitalismo global contemporâneo, o ordenamento territorial-regional, os diferentes federalismos, a dinâmica do polo de desenvolvimento em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) e o problema das desigualdades socioeconômicas e territoriais.

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